segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Emotologia e Ciência

Emotologia e Ciência
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 10/02/2011

Tenho notícia de que, há muito tempo, houve um congresso de cientistas para que, juntos, tentassem, após três dias de discussões, chegar a um consenso na definição do que é ciência. Findo o encontro de eminentes mestres, a conclusão foi “ciência é aquilo que cada um de nós sabe o que é”. Na verdade, eles devem ter ficado presos a tecnicalidades, cada um usando o jargão próprio de sua especialidade e, ao final, não saíram com uma definição de ciência. As tentativas continuam sendo feitas, mas nenhuma definição satisfaz a todos os requisitos para descrever aquilo que, para nós, é a busca de desvendar a Natureza, os seus chamados “mistérios” e criar coisas e ciências, com as soluções que Ela usa. Imitamos as coisas que Ela faz e os processos que Ela usa para fazê-las. Coisas extraídas da Terra. Tudo, todas as coisas que existem são extraídas da Terra, desde a alimentação à mais sofisticada tecnologia, os componentes básicos são extraídos da Terra. O trabalho do cientista é desvendar o oculto. Ele busca, pesquisa, vive procurando decifrar enigmas da Natureza; o inventor é aquele que encontra leis da Natureza e vale-se delas para suas invenções. Por exemplo, a existência do avião só é possível porque há leis da Natureza, leis da Física, que o tornam possível. A palavra “física” vem do grego physikos, “da natureza”, de physis, ”natureza”.    
                                          
O cientista deve ser um pansófico, palavra esta relativa à pansofia, do grego pan, “tudo”, “todo” e sophia, “sabedoria” e indica “saber universal”, “todo saber humano”. “Pansofia” é a arte-ciência de desvendar charadas, enigmas, logogrifos e palavras cruzadas. A palavra “filosofia”, em seu mais profundo sentido, do grego philosophos, de philos, “amigo”, “que ama”, “amante” e sophia, “sabedoria” refere-se a todo saber humano, com todos os ramos do conhecimento entrelaçados. É neste sentido que a palavra “philosophia” é usada no título Ph.D. (Em latim philosophiae doctor (Pronuncia-se /filozofié  dóctor/) “doutor de filosofia”), o título de maior grau que uma universidade concede, e pode ser obtido em qualquer ramo do saber humano. A palavra “ciência” para designar “aquilo que dá estouro no laboratório” praticamente surge com a ciência experimental.

A Natureza apresenta-se a nós em forma de enigmas. O cientista é um pansófico, um decifrador de enigmas da Natureza e, para isso, ele observa, analisa, compara, classifica, experimenta; enfim, pesquisa. Para cumprir sua função, ou missão, ele precisa de todo saber humano, precisa ter extremo gosto pelo saber. “Decifrar enigmas” é lidar com abstrações, é ver relações analógicas (principalmente semelhanças ocultas) e combiná-las para satisfazer condições exigidas a fim de solucionar enigmas ou problemas.

Ora, o maior objetivo da Natureza é a preservação das espécies, o que ela faz preservando o indivíduo, fazendo-o crescer, procriar e definhar-se. Para atingir esse objetivo, Ela colocou nos seres um mecanismo. No caso do ser humano, esse mecanismo é a é interação dos sistemas das emoções, com destaque para o sistema límbico, e o sistema glandular endócrino. Uma vez que saibamos colocar nesse sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE) nossos objetivos, usando a linguagem adequada, a Natureza vai aceitá-los como sendo d’Ela própria e vai usar de todos os seus recursos poderosos para atingi-los. Eis aí o verdadeiro grande segredo, o segredo do segredo.

Como resultado da busca de desvendar quais são os recursos poderosos que a Natureza usa para atingir seu maior objetivo, que é a preservação da espécie, surgiu a Emotologia, que segue exatamente a lição que a Natureza nos dá na consecução de objetivos. A Natureza age por finalidade, tudo nela é prático e pragmático. A Emotologia desenvolve as potencialidades humanas como elemento de autorrealização, levando os indivíduos ao autoconhecimento e a atingirem seus objetivos de SER ou TER.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.



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Um dos pressupostos da Emotologia é que somente os conhecimentos que penetram num mecanismo cerebral de armazenamento e ação é que conduzem à mudança de comportamento. A Emotologia identifica esse mecanismo como o Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE). Eis aí a razão por que há treinamentos que não produzem resultados nas organizações, é porque as informações transmitidas não foram codificadas de modo a penetrar neste sistema. O Coaching com Emotologia faz uso o tempo todo de recursos para mudar comportamento a fim de obter resultados.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Emotologia e Superação

Emotologia e Superação
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 25/01/2011



“Superação” é a ação de “superar”, verbo que vem do latim superare (pronuncia-se /superáre/), de super, “sobre” e significa “alcançar vitória sobre”, “ser ou tornar-se superior a”, ”ultrapassar”, ”livrar-se de”, ”vencer”.

Ao longo da vida, nós vamos acumulando, na memória de nosso sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), uma série de emotizações, isto é, registros de acontecimentos que nos marcaram. Dizemos “marcaram” porque, de fato, causaram registros moleculares e estão profundamente enraizados em nós. São acontecimentos que despertaram fortes emoções, por isso mesmo se diz que estão na memória emocional. Muitos desses acontecimentos nós classificamos como “positivos” e outros, como “negativos” e eles dependem da nossa atitude diante da vida, de como encaramos os acontecimentos, resumidamente: vendo o copo “meio cheio” ou “meio vazio”.

A ideia de “superação” está relacionada a passar por cima, ultrapassar os acontecimentos negativos, que, em muitas situações, estão escondidos, mas estão armazenados e, embora não tenhamos consciência do que ocorre, eles estão determinando nosso comportamento. Ora, para que possamos vencê-los, precisamos primeiramente conhecê-los, enfrentá-los, trazê-los ao nível da consciência, num processo de análise, com as técnicas da Emotologia.

Na mitologia hinduísta, o deus Shiva é, ao mesmo tempo, o deus da destruição e da renovação e sua esposa Parvati é a deusa da destruição. Por que tocamos neste aspecto da crença indiana? Porque para renovar é preciso destruir. Embora muito batida, vale repetir que, para fazer um omelete é preciso quebrar ovos. Neste nosso assunto, precisamos conhecer o que pode nos estar causando mal para passar por cima (superar).

Nós não devemos julgar nossos atos passados com os conhecimentos, com a cabeça que temos hoje, certamente mais amadurecida, mais sensata e, de forma alguma, repetiríamos o que andamos fazendo no passado. Este é o caminho para que nós nos perdoemos pela compreensão do que aconteceu. As técnicas da Emotologia também ajudam uma pessoa a livrar-se do sentimento de culpa. Temos que ser sinceros com nós mesmos e trazer à tona da consciência a rememoração dos acontecimentos que pareciam estar esquecidos. Sim, pareciam, pois, na verdade, podem estar causando o processo de autopunição, impedindo que consigamos o que queremos. Uma das maneiras de autopunir-se é pela autossabotagem, isto é, aparentemente a pessoa faz tudo para conseguir algo que deseja muito, mas, na verdade, está se boicotando. Ela não se permite, não se dá permissão para vencer. Quantas pessoas não chegam bem perto de atingir seus objetivos, mas não conseguem chegar lá, e não conseguem explicar por quê. Neste artigo, estamos querendo mostrar o que acontece nesses casos. No dia a dia de nossas atividades, temos visto isso ocorrer com candidatos a empregos públicos. A pessoa estuda muito, prepara-se de verdade e quase passa...

Para que a pessoa atinja seus objetivos, ela precisa destruir o que a está impedindo de obter o resultado desejado. Pode ser, por exemplo, um acontecimento que lhe gere um forte sentimento de culpa. Pode ser o resultado do aprendizado do fracasso. Sim, porque, numa tentativa anterior para conseguir determinado resultado na qual a pessoa não teve êxito, mas o fato causou-lhe forte emotização, gerando uma aprendizagem que influenciará as outras tentativas. E quanto mais tentativas frustradas, mais forte fica a emotização do fracasso. Neste caso, na Emotologia, aplica-se a Lei da Emotização Dominante, que diz “o fato, o acontecimento que determinará nossa atitude em determinada situação é o que tiver mais forte emotização”. Essa é uma das leis mais importantes da Emotologia, destacando-se dentre outras que ajudam a pessoa a desenvolver suas potencialidades como elemento de autorrealização.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Emotologia - Ser e Ter

Emotologia - Ser e Ter
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 10/01/2011


“A Emotologia não é apenas para quem quer ter, mas também para quem quer ser, por completo, humano”.

Valho-me dessa constatação, chegada até mim por um e-mail que me foi enviado por um estudioso de Emotologia, Antonio José Brigieiro. Realmente, esse seguidor dos preceitos da Emotologia, captou o espírito do conjunto de conhecimentos sistematizados que formam esse ramo do saber humano que lida com o mecanismo cerebral mais responsável pelo comportamento das pessoas.

Na Emotologia, ao identificarmos o sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE) como o maior responsável pela realização dos objetivos que soubermos comunicar a ele, verificamos também que ele é neutro e age estritamente conforme aquilo que colocamos nele, sem qualquer julgamento de valor. Nós é que decidimos o tipo de objetivo, de TER ou de SER, consoante nosso livre arbítrio.

Se o objetivo da pessoa é tornar-se melhor como gente, do bem, solidária com seus semelhantes, minimizando sentimentos ruins, como ódio, inveja, vaidade perniciosa, desmedida ambição, que atropela a tudo e a todos, ferindo sentimentos e ludibriando a boa-fé dos outros, então a Emotologia fornece os elementos para isso. E se ela quiser usar os conhecimentos da Emotologia para melhorar de vida, para ganhar mais dinheiro de maneira lícita, para adquirir bens materiais, não há nada errado nisso. E a condição de SER não elimina a de TER. Aliás, o caminho do SER leva mais rápido ao de TER.

Já me perguntaram se uma pessoa pode usar os conhecimentos da Emotologia para o mal. A resposta é sim, mas precisamos advertir que, quando queremos o mal de alguém, quando usamos de quaisquer meios para atingir objetivos egoístas, sem observar os preceitos do bem, quando nutrimos sentimentos de raiva, ódio, inveja destrutiva, nós estamos comunicando tais sentimentos no nosso próprio SAPE, que interpretará como sendo o objetivo que queremos alcançar para nós mesmos, pois ele, como já se disse acima, não exerce julgamentos de valor. Tudo aquilo que lhe é comunicado emotizadamente, ele fará acontecer. É desta forma que se pode explicar, cientificamente, a “lei do retorno”.

A Emotologia cuida de que procuremos vencer os sentimentos ruins, egoísticos, que geralmente são bastante emotizados, para podermos criar lugar no SAPE para os nossos objetivos, sejam de SER ou de TER. Se o SAPE já estiver cheio de sentimentos de ódio, de raiva, de inveja, de cobiça, de olho grande no que os outros são ou possuem, como então colocar nele nossos desejos legítimos de prosperar, de crescer como profissionais, de possuir bens materiais? Estamos vendo a necessidade de termos bons objetivos, tão corretamente estabelecidos e fortemente emotizados, até mesmo para não abrir espaço para objetivos nefastos. Muitas vezes, pensamos que estamos desejando o mal de alguém sem sabermos que estamos fazendo mais mal a nós mesmos que às pessoas a quem dirigimos nossos pensamentos mesquinhos.

Tudo isso de que vimos falando é fácil de comprovar cientificamente, o que nos leva a declarar a sabedoria das religiões com a pregação do altruísmo, do perdão. Há muita sabedoria no perdão. Essa última frase merece muita reflexão.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Inteligência se aprende

Inteligência se aprende
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 20/12/2010

Durante décadas e décadas (e até séculos!), considerou-se e propagou-se que inteligência não se aprendia, ou ela era recebida hereditariamente ou a pessoa estava condenada a ser um menos, um súdito, um ser inferior, um eterno servidor dos que teriam sido agraciados com capacidades superiores e, portanto, tinham direito, digamos, divino, a desfrutar do melhor, à feição dos reis que eram tratados (e são!) como representantes de Deus na Terra. Segundos os tais “agraciados”, a inteligência seria como um dom concedido pelos deuses.


Em nosso mundo “moderno”, podemos dizer que a visão errônea de que inteligência não se ensina nem se aprende foi rompida pela publicação do livro “Way Beyond the IQ – guide to improving intelligence and creativity”, de 1977 (“Para Além do Q.I. – um guia para melhorar a inteligência e a criatividade”), do psicólogo norte-americano J. P. Guilford, que já tinha estudado muito a estrutura do intelecto. Não se pense que estamos querendo dizer que foi ele quem tratou do assunto “ensinar inteligência” pela primeira vez. Queremos apenas lhe conceder a primazia de ter afrontado o mundo acadêmico com seu livro citado. Antes dele, muitos outros autores tocavam no assunto aqui e ali, mas nenhum psicólogo ou professor tenha tido a coragem de desafiar a ciência oficial. Guilford abriu o caminho para o mundo acadêmico aceitar que inteligência se ensina. Muitos outros autores, de antes e depois de Guilford, se detiveram no estudo da inteligência.

Mas o Dr. Guilford, não obstante seu excelente trabalho, limitou-se à inteligência das funções cognitivas, mais relacionadas ao hemisfério esquerdo do cérebro, quando hoje sabemos que a inteligência é algo muito mais abrangente que a inteligência que supostamente se mede pelos testes de Q. I. O desenvolvimento das funções cognitivas é muito importante, mas precisamos nos voltar também para a inteligência natural, nativa, a que permite o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização, aí incluída a própria inteligência racional. A inteligência é una, cuja totalidade não pode ser desfeita, mas deve ser tratada sob dois aspectos, o da grande inteligência, como função do organismo para a autopreservação e preservação da espécie e a inteligência racional, surgida já como uma necessidade gerada pelo outro aspecto. A inteligência está ligada ao psiquismo da pessoa, haja vista o papel da sugestão em grandes realizações humanas. A inteligência una, formada pela inteligência natural, nativa, mais a inteligência racional, é passível de ser ativada, como demonstram os ensinamentos da Emotologia.

Enfim, estamos vivendo numa época de grandes conquistas no terreno da mente, sendo esta de que inteligência se aprende talvez a maior de todas. Não está longe o dia em que as escolas vão ensinar inteligência, como uma disciplina curricular. Há muitos anos temos lutado por isso. Ah! Que dia feliz será este! Teremos ultrapassado o verdadeiro problema que se escondia atrás do rótulo de que inteligência não se aprende, rótulo esse que visava não a tornar algumas pessoas inteligentes, mas, sim, fazer que a maioria se sentisse inferior, pois a inteligência sempre foi tratada mais como um problema político que científico.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
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sábado, 11 de dezembro de 2010

Psiquismo - Emotologia - Psiconeuroendocrinologia

Psiquismo - Emotologia - Psiconeuroendocrinologia
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 10/12/2010

Comecemos este artigo pela explicação das palavras do título: “Psiquismo”, do grego “psique”, “sopro, sopro de vida, donde “alma”, como princípio de vida. Uma das explicações de “psiquismo” é “atividade demonstrada por um indivíduo tomada separadamente da orgânica, a do seu organismo”. “Emotologia” é um conjunto de conhecimentos sistematizados para promover o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização. A palavra é formada pelo latim ”ex”, “fora”, “para fora”, “motio” (Pronuncia-se /mócio/, na pronúncia tradicional), “ação de mover (com o impulso dos hormônios) e pelo grego “-lógos”, “estudo de”, “tratado”, mais o sufixo “-ia”, que forma nomes de ramos de estudos. “Psiconeuroendocrinologia” vem de “psico”, “relativo a atividades consideradas separadamente das orgânicas”, “neuro”, “relativo ao sistema nervoso” e “endocrinologia”, “estudo das glândulas” de um modo geral e, para nosso assunto, estudo das glândulas endócrinas (as que lançam substâncias diretamente na corrente sanguínea) e sua influência sobre o comportamento.
 
Em nossa condição de professor, administrador e advogado, nos interessamos sobremodo, desde os tempos de faculdade, pelo comportamento humano, principalmente por tudo aquilo que impulsiona, move (motiva) as pessoas em direção a objetivos, e, em nossa trajetória de estudos e pesquisas, chegamos ao tema de como se dá a interdependência entre o psiquismo e o sistema glandular endócrino, como um influencia o outro.

Pela nossa programação genética, não há dúvida de que, cada qual em seu devido tempo, os hormônios influenciam o comportamento, sendo talvez o exemplo mais dramático o período da adolescência. Mas, como nós, seres humanos, desenvolvemos um tipo de inteligência que é capaz de controlar nossos impulsos naturais, a inteligência racional, porque é capaz de fazer comparações e deduzir consequências, podemos então usar o psiquismo para mexer no sistema glandular endócrino. É nisso que se funda a Emotologia. 

Com os ensinamentos dela podemos acionar aqueles hormônios que são capazes de nos conduzir a atingir os objetivos comunicados ao sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), isto é, a interação dos sistemas das emoções. Com destaque para o sistema límbico, com o sistema glandular endócrino.

A equação é simples: os hormônios existem para nos conduzir às ações que levem à autopreservação e preservação da espécie - objetivo maior da Natureza -, se nós colocarmos nossos próprios objetivos nesse mecanismo psíquico-orgânico, despertando os hormônios que nos levem à realização dos nossos objetivos, teremos descoberto um dos maiores segredos das realizações individuais e de grupos.

A Emotologia, com sua parte teórica, estritamente baseada na ciência, procedimentos, atividades, vivências e exercícios, com a sistematização de estudos de várias disciplinas, desvendou este capítulo sobre o que conduz às realizações humanas o que a ciência ainda não havia revelado.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
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domingo, 28 de novembro de 2010

Princípio científico básico da emotologia

Princípio científico básico da Emotologia
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 25/11/2010

                                                        
O nosso comportamento depende muito dos hormônios (do grego hormon, particípio presente do verbo horman, “estimular”, “excitar”), que são substâncias secretadas por certos tecidos do organismo e pelas glândulas endócrinas, que os lançam diretamente na corrente sanguínea.

A moça que está “naqueles dias”, sofrendo de tensão pré-menstrual, irritada, malcriada, não querendo ver ninguém, provavelmente está sofrendo os primeiros efeitos da progesterona (de “pro”, “que atua em favor de”, “ges”, “de gestação”, mais “esterol”, (abreviação de colesterol), mais o sufixo –ona,  que indica “composto que contém oxigênio”). Se formos investigar a causa primeira desse comportamento, encontraremos os culpados: hormônios. O rapazinho que chega a casa bufando, batendo as portas, não se dirigindo a ninguém, teve problemas na escola, foi para a diretoria, os primeiros culpados disso são os hormônios, principalmente a testosterona, que o está transformando de rapaz em homem. A mãe, que vem sofrendo fortes ondas de calor, muitas vezes trancando-se no quarto, não querendo ouvir barulho nem ver ninguém, se procurarmos o primeiro culpado, há de ser a menopausa, ausência de hormônios. O marido, depois de um dia estafante de trabalho, com problemas no escritório, depois de ficar retido no trânsito por várias horas não quer saber de queixas. Culpados? Hormônios, principalmente a adrenalina, que não foi devidamente compensada pelo cortisol.

Fizemos esse intróito para mostrar, com situações que a maioria das pessoas conhece, como nosso comportamento é influenciado pelas glândulas endócrinas. Os hormônios são gerados pela interação do sistema nervoso central (SNC), notadamente pelos sistemas das emoções, com destaque para o sistema límbico, estruturas do cérebro que ficam logo acima do tronco cerebral, isto é, a parte da medula espinhal que adentra o cérebro, e o sistema glandular endócrino. A essa interação, nós damos o nome de Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE). A esta altura deste artigo, o leitor pode compreender por que somente as informações que penetram nesse sistema são capazes de mudar comportamento, e também por que muitos treinamentos não produzem qualquer resultado na prática.

As emoções estimulam as glândulas endócrinas a produzir hormônios que vão provocar comportamentos. A palavra “emoção” vem do latim ex, “fora”, ”para fora” e movere (pronuncia-se /movére/) “mover”. De fato, ao provocar a secreção de hormônios, as emoções constituem aquilo que nos move.

A Emotologia, baseada no fato de que o cérebro não distingue uma verdadeira emoção de outra apenas vividamente imaginada (o que nós chamamos de situações emotizadas) propõe-se ensinar as pessoas a mudarem seu comportamento, caso assim o desejem, desenvolvendo suas potencialidades como elemento de autorrealização, ativando sua inteligência e criatividade, melhorando sua qualidade de vida, sua capacidade de aprender, de se relacionar com outras pessoas; enfim, serem mais felizes, principalmente por aprenderem a resiliência, que é a capacidade de voltarem à situação normal de antes de terem sofrido uma adversidade, uma grande perda, livrando-se de inimigos como sentimento de culpa, mágoas, desejo de vingança, ódios, medos, insegurança, sentimento de menos-valia.

Nós apresentamos acima a principal razão lógica por que a Emotologia é possível, apresenta resultados para quem se utiliza dela por meio de procedimentos, atividades, vivências e exercícios.
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Descubra como ampliar o seu nível de consciência por meio da mobilização das potencialidades humanas para atingir objetivos e como elemento de autorrealização; explorando de maneira intensa e profunda a estrutura e dinâmica do comportamento humano com um corpo de conhecimentos científicos, acumulados, organizados e sistematizados, ao longo de mais de 40 anos, pelo Prof. Luiz Machado, Ph.D., que desenvolveu um conjunto de vivências, técnicas, procedimentos, atividades e exercícios para assimilação e prática dos fundamentos da Emotologia para a conquista de resultados superiores na vida pessoal e profissional.
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Curso de Coaching com Emotologia
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Um dos pressupostos da Emotologia é que somente os conhecimentos que penetram num mecanismo cerebral de armazenamento e ação é que conduzem à mudança de comportamento. A Emotologia identifica esse mecanismo como o Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE). Eis aí a razão por que há treinamentos que não produzem resultados nas organizações, é porque as informações transmitidas não foram codificadas de modo a penetrar neste sistema. O Coaching com Emotologia faz uso o tempo todo de recursos para mudar comportamento a fim de obter resultados.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Só há dois tipos de inteligência

SÓ HÁ DOIS TIPOS DE INTELIGÊNCIA

Prof. Luiz Machado* - 10/11/2010


                  
O cérebro é uno, dividido em dois hemisférios pela parte de cima, e unidos pela base pelo corpo caloso. São duas semiesferas, cada qual com suas funções específicas, com sua mente e seu tipo de inteligência, se só temos duas mentes, só podemos ter duas tipos de inteligência. Os outros, que alguns chamam de múltiplas inteligências, são, na verdade, habilidades dos dois reais tipos de inteligência.

Os dois tipos de inteligência são susceptíveis de serem desenvolvidos, um, com predominância das funções cognitivas, do intelecto; a saber: cognição, memória, produção convergente, produção divergente e avaliação, para ficarmos com o que ensinou J. P. Guilford sobre a estrutura do intelecto. A outra inteligência, nativa, que é um natural prolongamento dos instintos, também tem as funções necessárias à sobrevivência e procriação, dentro do maior objetivo da Natureza, que é a autopreservação e preservação da espécie. É claro que as funções cognitivas são funções para a sobrevivência e dependem, em primeiro lugar, da inteligência nativa.

Desde quando se iniciou o processo de avaliar a inteligência, no início do século XX (ou na China antiga, como se diz), depois para tentar medi-la, passou-se a considerar inteligência “aquilo que os testes de inteligência mediam”. De aí começou-se a fazer confusão entre inteligência e Q.I, o que nos levou a escrever o livro “Q. I. não é Inteligência”.

É claro que a inteligência tornada possível pelo intelecto (estruturas e circuitos cerebrais que a tornam possível) pode ser desenvolvida, como fazem muitos cursos e livros com essa finalidade (alguns de excelente qualidade), mas a outra inteligência, a verdadeira grande inteligência, a do sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), também precisa ser desenvolvida, havendo para isso uma sistematização de conhecimentos, com o nome de Emotologia.

A Emotologia (do latim “e(x)”, “para fora”, “motio” (Pronuncia-se /mócio/na pronúncia tradicional), do grego “-lógos”, “estudo de”, “tratado”, mais o sufixo “-ia”, formador de nomes de ciências. A Emotologia tem por objeto o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização; e a inteligência destaca-se dentre essas potencialidades.

Pelo que se disse acima, verifica-se que um programa para desenvolver a inteligência deve levar em conta os dois tipos, ou seus dois aspectos, porque a inteligência é uma, indivisível, mas apresenta duas faces. Ao mesmo tempo que vamos dar ênfase ao desenvolvimento das funções cognitivas, do intelecto, devemos também, ou prioritariamente, desenvolver as funções do hemisfério direito do cérebro, o qual, juntamente com o sistema glandular endócrino, é responsável pela inteligência nativa.

Os estudos mais divulgados no mundo sobre o ensino da inteligência são: -os de J. P. Guilford, com seus trabalhos sobre a estrutura do intelecto, tendo rompido, com seu livro “Way Beyond the IQ – A Guide do Improving Intelligence and Creativity”, de 1977, o tabu de que inteligência não se ensinava.

Outros estudos e aplicações sobre o ensino da inteligência são de Reuven Feuerstein, que criou a teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e a Teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada, com o propósito de estimular as funções cognitivas.

Por fim, não obstante ser da máxima importância, quero citar o excepcional trabalho de Albert Upton, especialmente o mais importante de seus livros, “Design for Thinking – A First Book in Semantics”, 1973, em que mostra o papel da linguagem conceitual no desenvolvimento da inteligência, teoria que reputamos da maior utilidade no ensino da inteligência.

Apesar de serem trabalhos de grande contribuição para o ensino da inteligência e da criatividade, eles não abordam o aspecto da inteligência natural, o que fazemos com a Emotologia.


*Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.



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