Emotologia e Ciência
Professor Luiz Machado, Ph.D. - 10/02/2011
Tenho notícia de que, há muito tempo, houve um congresso de cientistas para que, juntos, tentassem, após três dias de discussões, chegar a um consenso na definição do que é ciência. Findo o encontro de eminentes mestres, a conclusão foi “ciência é aquilo que cada um de nós sabe o que é”. Na verdade, eles devem ter ficado presos a tecnicalidades, cada um usando o jargão próprio de sua especialidade e, ao final, não saíram com uma definição de ciência. As tentativas continuam sendo feitas, mas nenhuma definição satisfaz a todos os requisitos para descrever aquilo que, para nós, é a busca de desvendar a Natureza, os seus chamados “mistérios” e criar coisas e ciências, com as soluções que Ela usa. Imitamos as coisas que Ela faz e os processos que Ela usa para fazê-las. Coisas extraídas da Terra. Tudo, todas as coisas que existem são extraídas da Terra, desde a alimentação à mais sofisticada tecnologia, os componentes básicos são extraídos da Terra. O trabalho do cientista é desvendar o oculto. Ele busca, pesquisa, vive procurando decifrar enigmas da Natureza; o inventor é aquele que encontra leis da Natureza e vale-se delas para suas invenções. Por exemplo, a existência do avião só é possível porque há leis da Natureza, leis da Física, que o tornam possível. A palavra “física” vem do grego physikos, “da natureza”, de physis, ”natureza”.
O cientista deve ser um pansófico, palavra esta relativa à pansofia, do grego pan, “tudo”, “todo” e sophia, “sabedoria” e indica “saber universal”, “todo saber humano”. “Pansofia” é a arte-ciência de desvendar charadas, enigmas, logogrifos e palavras cruzadas. A palavra “filosofia”, em seu mais profundo sentido, do grego philosophos, de philos, “amigo”, “que ama”, “amante” e sophia, “sabedoria” refere-se a todo saber humano, com todos os ramos do conhecimento entrelaçados. É neste sentido que a palavra “philosophia” é usada no título Ph.D. (Em latim philosophiae doctor (Pronuncia-se /filozofié dóctor/) “doutor de filosofia”), o título de maior grau que uma universidade concede, e pode ser obtido em qualquer ramo do saber humano. A palavra “ciência” para designar “aquilo que dá estouro no laboratório” praticamente surge com a ciência experimental.
A Natureza apresenta-se a nós em forma de enigmas. O cientista é um pansófico, um decifrador de enigmas da Natureza e, para isso, ele observa, analisa, compara, classifica, experimenta; enfim, pesquisa. Para cumprir sua função, ou missão, ele precisa de todo saber humano, precisa ter extremo gosto pelo saber. “Decifrar enigmas” é lidar com abstrações, é ver relações analógicas (principalmente semelhanças ocultas) e combiná-las para satisfazer condições exigidas a fim de solucionar enigmas ou problemas.
Ora, o maior objetivo da Natureza é a preservação das espécies, o que ela faz preservando o indivíduo, fazendo-o crescer, procriar e definhar-se. Para atingir esse objetivo, Ela colocou nos seres um mecanismo. No caso do ser humano, esse mecanismo é a é interação dos sistemas das emoções, com destaque para o sistema límbico, e o sistema glandular endócrino. Uma vez que saibamos colocar nesse sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE) nossos objetivos, usando a linguagem adequada, a Natureza vai aceitá-los como sendo d’Ela própria e vai usar de todos os seus recursos poderosos para atingi-los. Eis aí o verdadeiro grande segredo, o segredo do segredo.
Como resultado da busca de desvendar quais são os recursos poderosos que a Natureza usa para atingir seu maior objetivo, que é a preservação da espécie, surgiu a Emotologia, que segue exatamente a lição que a Natureza nos dá na consecução de objetivos. A Natureza age por finalidade, tudo nela é prático e pragmático. A Emotologia desenvolve as potencialidades humanas como elemento de autorrealização, levando os indivíduos ao autoconhecimento e a atingirem seus objetivos de SER ou TER.
Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.
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