terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Inteligência se aprende

Inteligência se aprende
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 20/12/2010

Durante décadas e décadas (e até séculos!), considerou-se e propagou-se que inteligência não se aprendia, ou ela era recebida hereditariamente ou a pessoa estava condenada a ser um menos, um súdito, um ser inferior, um eterno servidor dos que teriam sido agraciados com capacidades superiores e, portanto, tinham direito, digamos, divino, a desfrutar do melhor, à feição dos reis que eram tratados (e são!) como representantes de Deus na Terra. Segundos os tais “agraciados”, a inteligência seria como um dom concedido pelos deuses.


Em nosso mundo “moderno”, podemos dizer que a visão errônea de que inteligência não se ensina nem se aprende foi rompida pela publicação do livro “Way Beyond the IQ – guide to improving intelligence and creativity”, de 1977 (“Para Além do Q.I. – um guia para melhorar a inteligência e a criatividade”), do psicólogo norte-americano J. P. Guilford, que já tinha estudado muito a estrutura do intelecto. Não se pense que estamos querendo dizer que foi ele quem tratou do assunto “ensinar inteligência” pela primeira vez. Queremos apenas lhe conceder a primazia de ter afrontado o mundo acadêmico com seu livro citado. Antes dele, muitos outros autores tocavam no assunto aqui e ali, mas nenhum psicólogo ou professor tenha tido a coragem de desafiar a ciência oficial. Guilford abriu o caminho para o mundo acadêmico aceitar que inteligência se ensina. Muitos outros autores, de antes e depois de Guilford, se detiveram no estudo da inteligência.

Mas o Dr. Guilford, não obstante seu excelente trabalho, limitou-se à inteligência das funções cognitivas, mais relacionadas ao hemisfério esquerdo do cérebro, quando hoje sabemos que a inteligência é algo muito mais abrangente que a inteligência que supostamente se mede pelos testes de Q. I. O desenvolvimento das funções cognitivas é muito importante, mas precisamos nos voltar também para a inteligência natural, nativa, a que permite o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização, aí incluída a própria inteligência racional. A inteligência é una, cuja totalidade não pode ser desfeita, mas deve ser tratada sob dois aspectos, o da grande inteligência, como função do organismo para a autopreservação e preservação da espécie e a inteligência racional, surgida já como uma necessidade gerada pelo outro aspecto. A inteligência está ligada ao psiquismo da pessoa, haja vista o papel da sugestão em grandes realizações humanas. A inteligência una, formada pela inteligência natural, nativa, mais a inteligência racional, é passível de ser ativada, como demonstram os ensinamentos da Emotologia.

Enfim, estamos vivendo numa época de grandes conquistas no terreno da mente, sendo esta de que inteligência se aprende talvez a maior de todas. Não está longe o dia em que as escolas vão ensinar inteligência, como uma disciplina curricular. Há muitos anos temos lutado por isso. Ah! Que dia feliz será este! Teremos ultrapassado o verdadeiro problema que se escondia atrás do rótulo de que inteligência não se aprende, rótulo esse que visava não a tornar algumas pessoas inteligentes, mas, sim, fazer que a maioria se sentisse inferior, pois a inteligência sempre foi tratada mais como um problema político que científico.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.





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sábado, 11 de dezembro de 2010

Psiquismo - Emotologia - Psiconeuroendocrinologia

Psiquismo - Emotologia - Psiconeuroendocrinologia
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 10/12/2010

Comecemos este artigo pela explicação das palavras do título: “Psiquismo”, do grego “psique”, “sopro, sopro de vida, donde “alma”, como princípio de vida. Uma das explicações de “psiquismo” é “atividade demonstrada por um indivíduo tomada separadamente da orgânica, a do seu organismo”. “Emotologia” é um conjunto de conhecimentos sistematizados para promover o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização. A palavra é formada pelo latim ”ex”, “fora”, “para fora”, “motio” (Pronuncia-se /mócio/, na pronúncia tradicional), “ação de mover (com o impulso dos hormônios) e pelo grego “-lógos”, “estudo de”, “tratado”, mais o sufixo “-ia”, que forma nomes de ramos de estudos. “Psiconeuroendocrinologia” vem de “psico”, “relativo a atividades consideradas separadamente das orgânicas”, “neuro”, “relativo ao sistema nervoso” e “endocrinologia”, “estudo das glândulas” de um modo geral e, para nosso assunto, estudo das glândulas endócrinas (as que lançam substâncias diretamente na corrente sanguínea) e sua influência sobre o comportamento.
 
Em nossa condição de professor, administrador e advogado, nos interessamos sobremodo, desde os tempos de faculdade, pelo comportamento humano, principalmente por tudo aquilo que impulsiona, move (motiva) as pessoas em direção a objetivos, e, em nossa trajetória de estudos e pesquisas, chegamos ao tema de como se dá a interdependência entre o psiquismo e o sistema glandular endócrino, como um influencia o outro.

Pela nossa programação genética, não há dúvida de que, cada qual em seu devido tempo, os hormônios influenciam o comportamento, sendo talvez o exemplo mais dramático o período da adolescência. Mas, como nós, seres humanos, desenvolvemos um tipo de inteligência que é capaz de controlar nossos impulsos naturais, a inteligência racional, porque é capaz de fazer comparações e deduzir consequências, podemos então usar o psiquismo para mexer no sistema glandular endócrino. É nisso que se funda a Emotologia. 

Com os ensinamentos dela podemos acionar aqueles hormônios que são capazes de nos conduzir a atingir os objetivos comunicados ao sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), isto é, a interação dos sistemas das emoções. Com destaque para o sistema límbico, com o sistema glandular endócrino.

A equação é simples: os hormônios existem para nos conduzir às ações que levem à autopreservação e preservação da espécie - objetivo maior da Natureza -, se nós colocarmos nossos próprios objetivos nesse mecanismo psíquico-orgânico, despertando os hormônios que nos levem à realização dos nossos objetivos, teremos descoberto um dos maiores segredos das realizações individuais e de grupos.

A Emotologia, com sua parte teórica, estritamente baseada na ciência, procedimentos, atividades, vivências e exercícios, com a sistematização de estudos de várias disciplinas, desvendou este capítulo sobre o que conduz às realizações humanas o que a ciência ainda não havia revelado.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®

Mentor da Emotologia.




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domingo, 28 de novembro de 2010

Princípio científico básico da emotologia

Princípio científico básico da Emotologia
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 25/11/2010

                                                        
O nosso comportamento depende muito dos hormônios (do grego hormon, particípio presente do verbo horman, “estimular”, “excitar”), que são substâncias secretadas por certos tecidos do organismo e pelas glândulas endócrinas, que os lançam diretamente na corrente sanguínea.

A moça que está “naqueles dias”, sofrendo de tensão pré-menstrual, irritada, malcriada, não querendo ver ninguém, provavelmente está sofrendo os primeiros efeitos da progesterona (de “pro”, “que atua em favor de”, “ges”, “de gestação”, mais “esterol”, (abreviação de colesterol), mais o sufixo –ona,  que indica “composto que contém oxigênio”). Se formos investigar a causa primeira desse comportamento, encontraremos os culpados: hormônios. O rapazinho que chega a casa bufando, batendo as portas, não se dirigindo a ninguém, teve problemas na escola, foi para a diretoria, os primeiros culpados disso são os hormônios, principalmente a testosterona, que o está transformando de rapaz em homem. A mãe, que vem sofrendo fortes ondas de calor, muitas vezes trancando-se no quarto, não querendo ouvir barulho nem ver ninguém, se procurarmos o primeiro culpado, há de ser a menopausa, ausência de hormônios. O marido, depois de um dia estafante de trabalho, com problemas no escritório, depois de ficar retido no trânsito por várias horas não quer saber de queixas. Culpados? Hormônios, principalmente a adrenalina, que não foi devidamente compensada pelo cortisol.

Fizemos esse intróito para mostrar, com situações que a maioria das pessoas conhece, como nosso comportamento é influenciado pelas glândulas endócrinas. Os hormônios são gerados pela interação do sistema nervoso central (SNC), notadamente pelos sistemas das emoções, com destaque para o sistema límbico, estruturas do cérebro que ficam logo acima do tronco cerebral, isto é, a parte da medula espinhal que adentra o cérebro, e o sistema glandular endócrino. A essa interação, nós damos o nome de Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE). A esta altura deste artigo, o leitor pode compreender por que somente as informações que penetram nesse sistema são capazes de mudar comportamento, e também por que muitos treinamentos não produzem qualquer resultado na prática.

As emoções estimulam as glândulas endócrinas a produzir hormônios que vão provocar comportamentos. A palavra “emoção” vem do latim ex, “fora”, ”para fora” e movere (pronuncia-se /movére/) “mover”. De fato, ao provocar a secreção de hormônios, as emoções constituem aquilo que nos move.

A Emotologia, baseada no fato de que o cérebro não distingue uma verdadeira emoção de outra apenas vividamente imaginada (o que nós chamamos de situações emotizadas) propõe-se ensinar as pessoas a mudarem seu comportamento, caso assim o desejem, desenvolvendo suas potencialidades como elemento de autorrealização, ativando sua inteligência e criatividade, melhorando sua qualidade de vida, sua capacidade de aprender, de se relacionar com outras pessoas; enfim, serem mais felizes, principalmente por aprenderem a resiliência, que é a capacidade de voltarem à situação normal de antes de terem sofrido uma adversidade, uma grande perda, livrando-se de inimigos como sentimento de culpa, mágoas, desejo de vingança, ódios, medos, insegurança, sentimento de menos-valia.

Nós apresentamos acima a principal razão lógica por que a Emotologia é possível, apresenta resultados para quem se utiliza dela por meio de procedimentos, atividades, vivências e exercícios.
Professor Luiz Machado, Ph.D.
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Mentor da Emotologia.





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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Só há dois tipos de inteligência

SÓ HÁ DOIS TIPOS DE INTELIGÊNCIA

Prof. Luiz Machado* - 10/11/2010


                  
O cérebro é uno, dividido em dois hemisférios pela parte de cima, e unidos pela base pelo corpo caloso. São duas semiesferas, cada qual com suas funções específicas, com sua mente e seu tipo de inteligência, se só temos duas mentes, só podemos ter duas tipos de inteligência. Os outros, que alguns chamam de múltiplas inteligências, são, na verdade, habilidades dos dois reais tipos de inteligência.

Os dois tipos de inteligência são susceptíveis de serem desenvolvidos, um, com predominância das funções cognitivas, do intelecto; a saber: cognição, memória, produção convergente, produção divergente e avaliação, para ficarmos com o que ensinou J. P. Guilford sobre a estrutura do intelecto. A outra inteligência, nativa, que é um natural prolongamento dos instintos, também tem as funções necessárias à sobrevivência e procriação, dentro do maior objetivo da Natureza, que é a autopreservação e preservação da espécie. É claro que as funções cognitivas são funções para a sobrevivência e dependem, em primeiro lugar, da inteligência nativa.

Desde quando se iniciou o processo de avaliar a inteligência, no início do século XX (ou na China antiga, como se diz), depois para tentar medi-la, passou-se a considerar inteligência “aquilo que os testes de inteligência mediam”. De aí começou-se a fazer confusão entre inteligência e Q.I, o que nos levou a escrever o livro “Q. I. não é Inteligência”.

É claro que a inteligência tornada possível pelo intelecto (estruturas e circuitos cerebrais que a tornam possível) pode ser desenvolvida, como fazem muitos cursos e livros com essa finalidade (alguns de excelente qualidade), mas a outra inteligência, a verdadeira grande inteligência, a do sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), também precisa ser desenvolvida, havendo para isso uma sistematização de conhecimentos, com o nome de Emotologia.

A Emotologia (do latim “e(x)”, “para fora”, “motio” (Pronuncia-se /mócio/na pronúncia tradicional), do grego “-lógos”, “estudo de”, “tratado”, mais o sufixo “-ia”, formador de nomes de ciências. A Emotologia tem por objeto o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização; e a inteligência destaca-se dentre essas potencialidades.

Pelo que se disse acima, verifica-se que um programa para desenvolver a inteligência deve levar em conta os dois tipos, ou seus dois aspectos, porque a inteligência é uma, indivisível, mas apresenta duas faces. Ao mesmo tempo que vamos dar ênfase ao desenvolvimento das funções cognitivas, do intelecto, devemos também, ou prioritariamente, desenvolver as funções do hemisfério direito do cérebro, o qual, juntamente com o sistema glandular endócrino, é responsável pela inteligência nativa.

Os estudos mais divulgados no mundo sobre o ensino da inteligência são: -os de J. P. Guilford, com seus trabalhos sobre a estrutura do intelecto, tendo rompido, com seu livro “Way Beyond the IQ – A Guide do Improving Intelligence and Creativity”, de 1977, o tabu de que inteligência não se ensinava.

Outros estudos e aplicações sobre o ensino da inteligência são de Reuven Feuerstein, que criou a teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e a Teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada, com o propósito de estimular as funções cognitivas.

Por fim, não obstante ser da máxima importância, quero citar o excepcional trabalho de Albert Upton, especialmente o mais importante de seus livros, “Design for Thinking – A First Book in Semantics”, 1973, em que mostra o papel da linguagem conceitual no desenvolvimento da inteligência, teoria que reputamos da maior utilidade no ensino da inteligência.

Apesar de serem trabalhos de grande contribuição para o ensino da inteligência e da criatividade, eles não abordam o aspecto da inteligência natural, o que fazemos com a Emotologia.


*Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.



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Como chegar-se a inteligência de Einstein

Como chegar-se a inteligência de Einstein
Prof. Luiz Machado* - 25/10/2010

                  
Alguns cientistas têm procurado desvendar a inteligência de Einstein. Inicialmente, quiseram partir do próprio cérebro do matemático. Segundo consta, a seu pedido, seu cérebro foi feito em fatias muito finas e entregue cada fatia a um centro científico para estudos. Assim foi feito, e nada de especial foi encontrado. Vale dizer, o cérebro de Einstein, fisicamente falando, era igualzinho a de qualquer outro mortal. Viu-se, então, que esse não era o caminho para entender a mente de Einstein, e nem poderia ser, pois a mente, a inteligência não é palpável, não é algo que exista pronta e, sim, uma faculdade que responde a estímulos e, aí sim, ela aparece para aquela dada situação, pois ninguém é inteligente 24 horas por dia.

Hoje em dia, à luz dos conhecimentos científicos que possuímos a respeito do cérebro humano, principalmente no que tange ao funcionamento diferente de cada hemisfério cerebral, podemos, sim, entender o cérebro de Einstein, ou melhor, sua inteligência, pois o cérebro morto é como qualquer outra matéria sem a vida nos seres humanos.

Jacques Hadamard, famoso matemático francês, em seu livro “The Psychology of Invention in the Mathematical Field”, relata-nos que, ao responder a uma pesquisa de como pensam os matemáticos, Einstein disse: “As palavras ou a linguagem, escrita ou falada, não creio que desempenhem nenhum papel no mecanismo do meu pensamento. Os entes físicos que parecem servir de elementos aos meus pensamentos são certos signos e certas imagens mais ou menos claras que podem ser “voluntariamente” reproduzidas e combinadas”. Vê-se, por aí, por que Einstein considerava a imaginação mais importante que o conhecimento.

Ora, o que Einstein disse encaixa-se perfeitamente no funcionamento do hemisfério direito do cérebro, de acordo com os estudos de Roger Sperry e equipe, que ganhou o Prêmio Nobel e Fisiologia e Medicina, em 1981. Outro fato que nos leva a concluir que Einstein era “de hemisfério direito” é o fato de que, na escola, totalmente voltada par pessoas de “hemisfério esquerdo”, ele tenha sido considerado como aluno de necessidades especiais, tendo muitas dificuldades de aprendizagem.

Tudo isso que dissemos acima é para comprovar a necessidade de, quando se fala em desenvolver a inteligência, levarmos em conta a maneira de funcionar de cada hemisfério cerebral. Muitas vezes, o que parece ser uma dificuldade de aprender do aluno não passa de que estamos ensinando à moda de um hemisfério, quando esse aluno aprende predominantemente com o outro. Quando se fala em desenvolver a inteligência, deve-se não só desenvolver as funções do hemisfério esquerdo (funções cognitivas, algorítmicas, da lógica racional, aristotélica, sequencial), mas também as funções do hemisfério direito (heurístico, da lógica não-aristotélica, não sequencial), como faz a Emotologia, cujo objeto de estudos é desenvolver as potencialidades humanas como elemento de autorrealização, o que a conduz não só ao raciocínio lógico como às funções do hemisfério direito.

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Aprendizagem acelerada no ensino da inteligência

Aprendizagem acelerada no ensino da inteligência

Professor Luiz Machado, Ph.D. - 10/10/2010

Inicialmente, queremos reforçar a diferença entre “aprendizagem acelerativa” e “aprendizagem acelerada”. Na aprendizagem acelerativa, nós criamos as condições para que os alunos aprendam melhor e mais rápido e, a aprendizagem acelerada surge como resultado da aplicação da aprendizagem acelerativa. Aprendizagem acelerativa refere-se ao processo educacional e, aprendizagem acelerada, ao resultado desse processo. Pedimos ao leitor que analise se o que estamos falando está no âmbito da aprendizagem acelerada ou acelerativa.

A aprendizagem acelerativa é uma maneira de criar as condições para que o aluno, ele próprio, aprenda aquilo que lhe queremos ensinar, isto é, que descubra, por si mesmo, aquilo que estamos querendo lhe ensinar, e, ao mesmo tempo, desenvolva sua inteligência e sua criatividade. E, como se faz isso? De início, precisamos estar bem conscientes de duas orientações básicas: 

1 – que não é o professor que ensina e, sim, o aluno que aprende. Quando se diz isso, não se diminui a função do professor, ao contrário, aumenta-se muito sua responsabilidade em conduzir o processo da aprendizagem; 

2 – que o processo da aprendizagem deve ser centrado no aluno e, não, naquilo que se lhe quer ensinar.

Em relação ao item número 1, é preciso encarar o aluno como um perceptor individual e único, com problemas, próprios da existência, e procurar conhecê-lo bem para poder ajudá-lo a vencer as dificuldades que possam prejudicar sua aprendizagem, desenvolvendo a resiliência, observando suas atitudes e procurar interessá-lo no conteúdo a ser aprendido, tornando a aprendizagem significativa para ele. É claro que o professor não lida com grupamentos homogêneos, pois as turmas são conjuntos de perceptores individuais; por isso, ele precisa dar um tratamento abrangente, do ponto de vista de estilos de aprendizagem, a tudo aquilo que ensina.

Para que o professor possa ter uma atitude positiva diante da vida, precisa, ele próprio, refletir sobre sua visão de mundo, sobre suas atitudes sabendo que pode desenvolver suas potencialidades e a resiliência, que é a capacidade de se recuperar diante das adversidades da vida.  O sucesso do aluno ocorre primeiro na mente do professor, que deve levar em conta a corrente de comunicação que precisa ser estabelecida entre aluno e professor, com a comunicação não verbalizada. A sistematização de conhecimentos que o professor deve ter e aplicar foi feita com o nome de Emotologia, que se refere ao desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização. O aluno deve ser conduzido a pensar no projeto para sua vida, com a ideia de que há finalidade em todas as coisas.

Quanto ao item número 2, o professor deve ministrar os conteúdos de tal modo que o meio seja a mensagem, isto é, a maneira de ensinar, em si, deve levar ao desenvolvimento da inteligência e da criatividade. Como? Procurando, por meio do conteúdo de sua disciplina, conduzir ao desenvolvimento das funções cognitivas; a saber, a cognição, que é a ação de a pessoa entrar em contato com as informações do meio ambiente e estruturá-las; a memória; a produção de pensamento convergente, a maneira de pensar que só tem uma resposta às situações colocadas; a produção divergente, isto é, a maneira de pensar que busca várias alternativas para a solução de problemas, para o encontro de vários modos de enfrentar uma situação.

Em nossa série de artigos, no site da “Cidade do Cérebro”, abordamos muitos dos termos aqui mencionados como tópicos de outros escritos.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Algorítmico e Heurístico - Funcionamento da mente

ALGORÍTMICO E HEURÍSTICO

- Funcionamento da mente –

Prof. Luiz Machado* - 10/09/2010
                  
Os adjetivos que servem de título a este artigo referem-se ao funcionamento das nossas duas mentes, cada uma de acordo com as funções específicas de cada hemisfério cerebral: o hemisfério esquerdo é algorítmico, e o direito, heurístico.

O primeiro adjetivo refere-se a “algoritmo”, que é um processo de operar dentro dos princípios do raciocínio e da lógica aristotélica (formal, do silogismo), numa sequência finita de etapas, num modelo que se vale de regras, raciocínios e operações que, aplicados a um número finito de dados, permite solucionar problemas dentro de classes semelhantes e análogas. “Algoritmo” é um termo da matemática, mas pode mostrar a maneira de a mente humana operar com as formas de lógica e raciocínio da matemática, isto é, uma regra ou procedimento matemático para resolver um problema, de qualquer natureza. Lembrando um pouco de nosso aprendizado de Matemática, podemos dar exemplo com o Algoritmo de Euclides, aquele que se emprega para obtenção do máximo divisor comum entre dois números inteiros. Outro exemplo: algoritmo que se usa para extrair a raiz cúbica de um número.

O adjetivo “heurístico” é relativo a “heurística”, palavra que vem do verbo grego “heurískein”, “achar, encontrar, descobrir”. Foi o passado deste verbo que Arquimedes (287-212, matemático grego) usou, ao sair do banho público, nu, gritando pela rua “Heureca”, “eu achei”, , quando descobriu o princípio que leva seu nome, e que deu em português a interjeição “heureca” (“eureca”), usada como expressão de triunfo ao encontrar-se a solução de um problema, de uma dificuldade.

A palavra “heurística” tem várias acepções, dentre as quais a de indicar a maneira de encontrar soluções por um processo inconsciente da mente, baseado, com muita probabilidade, numa lógica não-aristotélica, que não pudemos ainda codificar, e que se pode dizer que é própria do hemisfério direito do cérebro e do sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), à luz dos conhecimentos que até hoje possuímos a respeito do funcionamento do sistema nervoso e do sistema glandular endócrino. Heurística indica também um processo educacional que leva o aluno a descobrir aquilo que lhe queremos ensinar.

A verdadeira inteligência engloba as duas maneiras de o cérebro operar, de acordo com as funções específicas de cada hemisfério. E ambas as formas podem ser desenvolvidas pelo treinamento adequado, conseguindo-se desta forma, uma superinteligência.

A Emotologia, sistematização de conhecimentos para promover o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização, volta-se, como é natural, para a inteligência, a criatividade e a capacidade de aprender, sendo estas as principais potencialidades a serem desenvolvidas.

*Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.


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Os direitos autorais sobre esse texto estão protegidos por lei.

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Todo mundo é inteligente, inclusive você!

Todo mundo é inteligente, inclusive você!
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 10/08/2010

A inteligência é uma função do organismo para a autopreservação e preservação da espécie. Costuma-se dizer que a Natureza é mãe, e não madrasta, embora muitas madrastas sejam até melhores que mães biológicas. Mas, o que se pretende dizer com isso? Quer-se dizer que ELA, a mãe-Natureza, não ia dotar alguns seres de inteligência e outros não. Mesmo porque a maior preocupação d’Ela é preservar as espécies. Por isso, todos nascem com o potencial de ser inteligente, agora, se vão desenvolver ou não é outra coisa, mesmo porque, para desenvolver a inteligência é preciso vontade, determinação e disciplina. A inteligência não cai do céu, não é uma dádiva divina. É obra humana, e bem humana!

Voltemos ao ponto: todos nascem com o potencial de serem inteligentes. Mesmo os que sofrem de alguma patologia têm inteligência a desenvolver, pois todos nascem com a inteligência que chamamos de “nativa”, “natural” e, é a partir desta que a inteligência racional vai desenvolver-se, ou não. Neste ponto deste artigo, já podemos concluir que temos dois grandes tipos de inteligência: a “nativa” e a “racional”. “Racional”, por quê? Porque é a capacidade de comparar coisas e tirar consequencias, algo que somente o animal ser humano é capaz de fazer.

Ao longo do processo da evolução, o ser humano ficou tão deslumbrado com sua capacidade de pensar racionalmente que foi se esquecendo da inteligência natural, na verdade, a GRANDE INTELIGÊNCIA, pois, a outra, por mais que pareça a mais importante e, a nosso ver, a “pequena inteligência”. Mas é essa “pequena inteligência”, a do intelecto, que ficou sendo alardeada como a que colocava o ser humano no topo da escala animal, chegando-se ao ponto de confundir-se as funções do intelecto como sendo a própria inteligência. Aquilo que é meramente o “quociente intelectual” passou a ser considerado “quociente de inteligência”, dando origem à sigla Q.I., que ficou sendo, erradamente, sinônima de inteligência.

A inteligência é algo muito mais abrangente que aquilo que os testes de quociente intelectual (Q.I.) possam medir. A nossa grande preocupação deve ser mais com a “grande inteligência”, a do sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), que com a inteligência do intelecto, uma vez aquela é a base desta. O que é agradável para nós sabermos é que podemos desenvolver tanto uma como outra. No primeiro caso, temos os procedimentos, atividades, vivências e exercícios próprios da Emotologia para desenvolvê-la, e, no segundo, desenvolvemos pelo treinamento de vários algoritmos, sempre por meio de relações analógicas, que são as semelhanças nas relações.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia



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