domingo, 28 de novembro de 2010

Princípio científico básico da emotologia

Princípio científico básico da Emotologia
Professor Luiz Machado, Ph.D.
- 25/11/2010

                                                        
O nosso comportamento depende muito dos hormônios (do grego hormon, particípio presente do verbo horman, “estimular”, “excitar”), que são substâncias secretadas por certos tecidos do organismo e pelas glândulas endócrinas, que os lançam diretamente na corrente sanguínea.

A moça que está “naqueles dias”, sofrendo de tensão pré-menstrual, irritada, malcriada, não querendo ver ninguém, provavelmente está sofrendo os primeiros efeitos da progesterona (de “pro”, “que atua em favor de”, “ges”, “de gestação”, mais “esterol”, (abreviação de colesterol), mais o sufixo –ona,  que indica “composto que contém oxigênio”). Se formos investigar a causa primeira desse comportamento, encontraremos os culpados: hormônios. O rapazinho que chega a casa bufando, batendo as portas, não se dirigindo a ninguém, teve problemas na escola, foi para a diretoria, os primeiros culpados disso são os hormônios, principalmente a testosterona, que o está transformando de rapaz em homem. A mãe, que vem sofrendo fortes ondas de calor, muitas vezes trancando-se no quarto, não querendo ouvir barulho nem ver ninguém, se procurarmos o primeiro culpado, há de ser a menopausa, ausência de hormônios. O marido, depois de um dia estafante de trabalho, com problemas no escritório, depois de ficar retido no trânsito por várias horas não quer saber de queixas. Culpados? Hormônios, principalmente a adrenalina, que não foi devidamente compensada pelo cortisol.

Fizemos esse intróito para mostrar, com situações que a maioria das pessoas conhece, como nosso comportamento é influenciado pelas glândulas endócrinas. Os hormônios são gerados pela interação do sistema nervoso central (SNC), notadamente pelos sistemas das emoções, com destaque para o sistema límbico, estruturas do cérebro que ficam logo acima do tronco cerebral, isto é, a parte da medula espinhal que adentra o cérebro, e o sistema glandular endócrino. A essa interação, nós damos o nome de Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE). A esta altura deste artigo, o leitor pode compreender por que somente as informações que penetram nesse sistema são capazes de mudar comportamento, e também por que muitos treinamentos não produzem qualquer resultado na prática.

As emoções estimulam as glândulas endócrinas a produzir hormônios que vão provocar comportamentos. A palavra “emoção” vem do latim ex, “fora”, ”para fora” e movere (pronuncia-se /movére/) “mover”. De fato, ao provocar a secreção de hormônios, as emoções constituem aquilo que nos move.

A Emotologia, baseada no fato de que o cérebro não distingue uma verdadeira emoção de outra apenas vividamente imaginada (o que nós chamamos de situações emotizadas) propõe-se ensinar as pessoas a mudarem seu comportamento, caso assim o desejem, desenvolvendo suas potencialidades como elemento de autorrealização, ativando sua inteligência e criatividade, melhorando sua qualidade de vida, sua capacidade de aprender, de se relacionar com outras pessoas; enfim, serem mais felizes, principalmente por aprenderem a resiliência, que é a capacidade de voltarem à situação normal de antes de terem sofrido uma adversidade, uma grande perda, livrando-se de inimigos como sentimento de culpa, mágoas, desejo de vingança, ódios, medos, insegurança, sentimento de menos-valia.

Nós apresentamos acima a principal razão lógica por que a Emotologia é possível, apresenta resultados para quem se utiliza dela por meio de procedimentos, atividades, vivências e exercícios.
Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.





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Curso de Coaching com Emotologia
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Um dos pressupostos da Emotologia é que somente os conhecimentos que penetram num mecanismo cerebral de armazenamento e ação é que conduzem à mudança de comportamento. A Emotologia identifica esse mecanismo como o Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE). Eis aí a razão por que há treinamentos que não produzem resultados nas organizações, é porque as informações transmitidas não foram codificadas de modo a penetrar neste sistema. O Coaching com Emotologia faz uso o tempo todo de recursos para mudar comportamento a fim de obter resultados.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Só há dois tipos de inteligência

SÓ HÁ DOIS TIPOS DE INTELIGÊNCIA

Prof. Luiz Machado* - 10/11/2010


                  
O cérebro é uno, dividido em dois hemisférios pela parte de cima, e unidos pela base pelo corpo caloso. São duas semiesferas, cada qual com suas funções específicas, com sua mente e seu tipo de inteligência, se só temos duas mentes, só podemos ter duas tipos de inteligência. Os outros, que alguns chamam de múltiplas inteligências, são, na verdade, habilidades dos dois reais tipos de inteligência.

Os dois tipos de inteligência são susceptíveis de serem desenvolvidos, um, com predominância das funções cognitivas, do intelecto; a saber: cognição, memória, produção convergente, produção divergente e avaliação, para ficarmos com o que ensinou J. P. Guilford sobre a estrutura do intelecto. A outra inteligência, nativa, que é um natural prolongamento dos instintos, também tem as funções necessárias à sobrevivência e procriação, dentro do maior objetivo da Natureza, que é a autopreservação e preservação da espécie. É claro que as funções cognitivas são funções para a sobrevivência e dependem, em primeiro lugar, da inteligência nativa.

Desde quando se iniciou o processo de avaliar a inteligência, no início do século XX (ou na China antiga, como se diz), depois para tentar medi-la, passou-se a considerar inteligência “aquilo que os testes de inteligência mediam”. De aí começou-se a fazer confusão entre inteligência e Q.I, o que nos levou a escrever o livro “Q. I. não é Inteligência”.

É claro que a inteligência tornada possível pelo intelecto (estruturas e circuitos cerebrais que a tornam possível) pode ser desenvolvida, como fazem muitos cursos e livros com essa finalidade (alguns de excelente qualidade), mas a outra inteligência, a verdadeira grande inteligência, a do sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), também precisa ser desenvolvida, havendo para isso uma sistematização de conhecimentos, com o nome de Emotologia.

A Emotologia (do latim “e(x)”, “para fora”, “motio” (Pronuncia-se /mócio/na pronúncia tradicional), do grego “-lógos”, “estudo de”, “tratado”, mais o sufixo “-ia”, formador de nomes de ciências. A Emotologia tem por objeto o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização; e a inteligência destaca-se dentre essas potencialidades.

Pelo que se disse acima, verifica-se que um programa para desenvolver a inteligência deve levar em conta os dois tipos, ou seus dois aspectos, porque a inteligência é uma, indivisível, mas apresenta duas faces. Ao mesmo tempo que vamos dar ênfase ao desenvolvimento das funções cognitivas, do intelecto, devemos também, ou prioritariamente, desenvolver as funções do hemisfério direito do cérebro, o qual, juntamente com o sistema glandular endócrino, é responsável pela inteligência nativa.

Os estudos mais divulgados no mundo sobre o ensino da inteligência são: -os de J. P. Guilford, com seus trabalhos sobre a estrutura do intelecto, tendo rompido, com seu livro “Way Beyond the IQ – A Guide do Improving Intelligence and Creativity”, de 1977, o tabu de que inteligência não se ensinava.

Outros estudos e aplicações sobre o ensino da inteligência são de Reuven Feuerstein, que criou a teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e a Teoria da Experiência da Aprendizagem Mediada, com o propósito de estimular as funções cognitivas.

Por fim, não obstante ser da máxima importância, quero citar o excepcional trabalho de Albert Upton, especialmente o mais importante de seus livros, “Design for Thinking – A First Book in Semantics”, 1973, em que mostra o papel da linguagem conceitual no desenvolvimento da inteligência, teoria que reputamos da maior utilidade no ensino da inteligência.

Apesar de serem trabalhos de grande contribuição para o ensino da inteligência e da criatividade, eles não abordam o aspecto da inteligência natural, o que fazemos com a Emotologia.


*Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
Mentor da Emotologia.



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Como chegar-se a inteligência de Einstein

Como chegar-se a inteligência de Einstein
Prof. Luiz Machado* - 25/10/2010

                  
Alguns cientistas têm procurado desvendar a inteligência de Einstein. Inicialmente, quiseram partir do próprio cérebro do matemático. Segundo consta, a seu pedido, seu cérebro foi feito em fatias muito finas e entregue cada fatia a um centro científico para estudos. Assim foi feito, e nada de especial foi encontrado. Vale dizer, o cérebro de Einstein, fisicamente falando, era igualzinho a de qualquer outro mortal. Viu-se, então, que esse não era o caminho para entender a mente de Einstein, e nem poderia ser, pois a mente, a inteligência não é palpável, não é algo que exista pronta e, sim, uma faculdade que responde a estímulos e, aí sim, ela aparece para aquela dada situação, pois ninguém é inteligente 24 horas por dia.

Hoje em dia, à luz dos conhecimentos científicos que possuímos a respeito do cérebro humano, principalmente no que tange ao funcionamento diferente de cada hemisfério cerebral, podemos, sim, entender o cérebro de Einstein, ou melhor, sua inteligência, pois o cérebro morto é como qualquer outra matéria sem a vida nos seres humanos.

Jacques Hadamard, famoso matemático francês, em seu livro “The Psychology of Invention in the Mathematical Field”, relata-nos que, ao responder a uma pesquisa de como pensam os matemáticos, Einstein disse: “As palavras ou a linguagem, escrita ou falada, não creio que desempenhem nenhum papel no mecanismo do meu pensamento. Os entes físicos que parecem servir de elementos aos meus pensamentos são certos signos e certas imagens mais ou menos claras que podem ser “voluntariamente” reproduzidas e combinadas”. Vê-se, por aí, por que Einstein considerava a imaginação mais importante que o conhecimento.

Ora, o que Einstein disse encaixa-se perfeitamente no funcionamento do hemisfério direito do cérebro, de acordo com os estudos de Roger Sperry e equipe, que ganhou o Prêmio Nobel e Fisiologia e Medicina, em 1981. Outro fato que nos leva a concluir que Einstein era “de hemisfério direito” é o fato de que, na escola, totalmente voltada par pessoas de “hemisfério esquerdo”, ele tenha sido considerado como aluno de necessidades especiais, tendo muitas dificuldades de aprendizagem.

Tudo isso que dissemos acima é para comprovar a necessidade de, quando se fala em desenvolver a inteligência, levarmos em conta a maneira de funcionar de cada hemisfério cerebral. Muitas vezes, o que parece ser uma dificuldade de aprender do aluno não passa de que estamos ensinando à moda de um hemisfério, quando esse aluno aprende predominantemente com o outro. Quando se fala em desenvolver a inteligência, deve-se não só desenvolver as funções do hemisfério esquerdo (funções cognitivas, algorítmicas, da lógica racional, aristotélica, sequencial), mas também as funções do hemisfério direito (heurístico, da lógica não-aristotélica, não sequencial), como faz a Emotologia, cujo objeto de estudos é desenvolver as potencialidades humanas como elemento de autorrealização, o que a conduz não só ao raciocínio lógico como às funções do hemisfério direito.

*Professor Luiz Machado, Ph.D.
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