Emotologia e Superação
Professor Luiz Machado, Ph.D. - 25/01/2011
“Superação” é a ação de “superar”, verbo que vem do latim superare (pronuncia-se /superáre/), de super, “sobre” e significa “alcançar vitória sobre”, “ser ou tornar-se superior a”, ”ultrapassar”, ”livrar-se de”, ”vencer”.
Ao longo da vida, nós vamos acumulando, na memória de nosso sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), uma série de emotizações, isto é, registros de acontecimentos que nos marcaram. Dizemos “marcaram” porque, de fato, causaram registros moleculares e estão profundamente enraizados em nós. São acontecimentos que despertaram fortes emoções, por isso mesmo se diz que estão na memória emocional. Muitos desses acontecimentos nós classificamos como “positivos” e outros, como “negativos” e eles dependem da nossa atitude diante da vida, de como encaramos os acontecimentos, resumidamente: vendo o copo “meio cheio” ou “meio vazio”.
A ideia de “superação” está relacionada a passar por cima, ultrapassar os acontecimentos negativos, que, em muitas situações, estão escondidos, mas estão armazenados e, embora não tenhamos consciência do que ocorre, eles estão determinando nosso comportamento. Ora, para que possamos vencê-los, precisamos primeiramente conhecê-los, enfrentá-los, trazê-los ao nível da consciência, num processo de análise, com as técnicas da Emotologia.
Na mitologia hinduísta, o deus Shiva é, ao mesmo tempo, o deus da destruição e da renovação e sua esposa Parvati é a deusa da destruição. Por que tocamos neste aspecto da crença indiana? Porque para renovar é preciso destruir. Embora muito batida, vale repetir que, para fazer um omelete é preciso quebrar ovos. Neste nosso assunto, precisamos conhecer o que pode nos estar causando mal para passar por cima (superar).
Nós não devemos julgar nossos atos passados com os conhecimentos, com a cabeça que temos hoje, certamente mais amadurecida, mais sensata e, de forma alguma, repetiríamos o que andamos fazendo no passado. Este é o caminho para que nós nos perdoemos pela compreensão do que aconteceu. As técnicas da Emotologia também ajudam uma pessoa a livrar-se do sentimento de culpa. Temos que ser sinceros com nós mesmos e trazer à tona da consciência a rememoração dos acontecimentos que pareciam estar esquecidos. Sim, pareciam, pois, na verdade, podem estar causando o processo de autopunição, impedindo que consigamos o que queremos. Uma das maneiras de autopunir-se é pela autossabotagem, isto é, aparentemente a pessoa faz tudo para conseguir algo que deseja muito, mas, na verdade, está se boicotando. Ela não se permite, não se dá permissão para vencer. Quantas pessoas não chegam bem perto de atingir seus objetivos, mas não conseguem chegar lá, e não conseguem explicar por quê. Neste artigo, estamos querendo mostrar o que acontece nesses casos. No dia a dia de nossas atividades, temos visto isso ocorrer com candidatos a empregos públicos. A pessoa estuda muito, prepara-se de verdade e quase passa...
Para que a pessoa atinja seus objetivos, ela precisa destruir o que a está impedindo de obter o resultado desejado. Pode ser, por exemplo, um acontecimento que lhe gere um forte sentimento de culpa. Pode ser o resultado do aprendizado do fracasso. Sim, porque, numa tentativa anterior para conseguir determinado resultado na qual a pessoa não teve êxito, mas o fato causou-lhe forte emotização, gerando uma aprendizagem que influenciará as outras tentativas. E quanto mais tentativas frustradas, mais forte fica a emotização do fracasso. Neste caso, na Emotologia, aplica-se a Lei da Emotização Dominante, que diz “o fato, o acontecimento que determinará nossa atitude em determinada situação é o que tiver mais forte emotização”. Essa é uma das leis mais importantes da Emotologia, destacando-se dentre outras que ajudam a pessoa a desenvolver suas potencialidades como elemento de autorrealização.
Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro®
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